terça-feira, 3 de junho de 2008
domingo, 1 de junho de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
ANOS DE CHUMBO
Projeto Malas do ExilioO jornalista de 2008 não é mais o de 1968.
A lembrança de 1968, trinta anos depois, demonstrou a esquecida capacidade da imprensa brasileira de buscar a densidade, o contexto, a investigação. Num passe de mágica, voltamos a 68 ou 78. E não apenas através da remissão histórica, mas através da disposição de assumir as mesmas atitudes jornalísticas e espirituais .
A liberdade veio da igualdade. Eis porque a direita exerca a geração de 68. A intolerância cresce ao redor do globo. Os racistas e os sexistas ganham batalhas acadêmicas. A homofobia se espalha. Mas também aumenta o desejo de fechar-se em uma identidade resistente clara e aceitar o discurso reinante de que a desigualdade é inevitável. Os guetos proliferam. A liberdade decai.
O JORNALISTA DE 2008 NÃO É MAIS O DE 1968
Há uma legião de escribas produzindo textos convenientes para a direita e sendo recebida de braços abertos pelos sites e correntes de e-mails das viúvas da ditadura. Gente que começa dissecando o conformismo da opinião pública e acaba colocando seu talento a serviço de quem tudo faz para manter a opinião pública.
Há exatos 40 anos o mundo passava por um dos momentos mais importantes do século XX. A globalização começava a mostrar sua face e o planeta entrou em colapso diante de conflitos entre diversas nações, gerando um princípio de revolução, que veio do povo.Em maio de 1968 uma greve geral aconteceu na França. Rapidamente adquiriu significado e proporções revolucionárias, mas logo em seguida foi desencorajada pelo Partido Comunista Francês. Alguns filósofos e historiadores afirmaram que essa rebelião foi o acontecimento revolucionário mais importante do século XX, porque não se deveu a uma camada restrita da população, como trabalhadores ou minorias, mas a uma insurreição popular que superou barreiras étnicas, culturais, faixa etária e de classe.
A resposta da população aos rígidos governos, sejam eles de direita ou de esquerda, foi um episódio fundamental para a história contemporânea que deve ser compreendido para que possamos entender a atual realidade do planeta.
A partir desta publicação, o blog "Seu Brasil" vai apresentar um documentário exibido originalmente pelo canal fechado Globo News, e que retrata as diversas faces daquele ano que marcou nossa história.
No primeiro capítulo poderemos entender os motivos das revoltas da década de 60, a importância da classe estudantil e o papel da mídia sobre a opinião pública, sobre tudo no caso da Guerra do Vietnã.
Lélio foi convidado para contar sobre o ano de 1968.
Lélio Fabiano dos Santos, jornalista,com mestrado em Ciencias da Informação pelo Insituto Francês de Imprensa da Universidade de Paris, França, que em maio de 68 estava em Paris,onde acompanhou de perto os conflitos entre os estudantes e a polícia.
" Se o Brasil fizesse uma síntese do modelo Europeu e Americano teríamos uma imprensa melhor pois falta a parte analitica,que jornais como a Folha e o Globo fazem, mas em drops".
O estudante do 4º período de jornalismo Vinicius Freitas,quer saber como era ser jornalista na era pós-ditadura e o hoje?
A liberdade total de fazer em 1970 ensinavam aos alunos de jornalismo à escrever, fazer um bom lead .Mas eles tinham fé de que a ditadura iria acabar,utopia de que o perfil da profissão mudou.Hoje o diploma se impos é mais tranquilo escrever.
"O nosso ensino é muito Fast Food" Lélio Fabiano
quarta-feira, 9 de abril de 2008
A escolha do tema para monografia.
Apaixonado por jornalismo impresso, Quintino optou por fazer seu trabalho final de conclusão de curso em TV, isso sem contar as outras idéias sobre internet e, é claro, jornalismo impresso. Com clichê, a dúvida era (e ainda é) cruel. Falar sobre internet parecia fácil, já que ele trabalhou muitos anos como técnico em informática e está online desde 1995. No campo do impresso, Léo Quintino também poderia “mandar bem”, pois acompanha desde pequeno o pai, Quintino, no ofício de fazer jornais, “na faca”, como ele gosta de dizer. Diagramador e designer profissional, ele pensou em analisar a evolução gráfica de jornais. Não deu.
De volta a idéia da TV, Quintino, pensou em analisar o comportamento diante das câmeras. Depois de muitos livros, conversas com professores e amigos o tema parecia mais delineado. Vamos às opções: análise do caso do ex-ministro Rubens Ricupero, citado no livro Síndrome da Antena Parabólica, de Bernardo Kucinski; análise do comportamento das pessoas na “TV Cabine”, engenhoca onde as pessoas falam livremente e o pesquisador teria que descobrir se o existe um comportamento padrão perante as câmeras, levando em conta o papel que a TV tem no imaginário popular; por fim (e até que enfim) Léo Quintino decidiu analisar o comportamento dos deputados estaduais de Minas perante as câmeras da TV Assembléia. Ufa.
O pior é que no decorrer da pesquisa o tema ainda pode mudar. Como foi dito, a palavra de ordem é: dúvida. Ou não?
Entrevista feita com o aluno Leo Quintino
O Bazar do contrabando.
Milhares de pessoas estão do lado de fora do Jockey Club e aproximadamente 200 pessoas fazem fila para entrar no local. O bazar beneficente é dividido em salas temáticas e as pessoas podem comprar pertences do traficante colombiano, como roupas de banho, calçados, utensílios de cozinha, sofás, etc.
A empresária Elisabeth Kodic, uma das pessoas que estavam na fila, se queixou de ter sido agredida com gás-pimenta enquanto esperava na fila. "A polícia jogou gás na fila e não sobre a dispersão". A assessoria da Polícia Militar informou não ter informações sobre tumultos ocorridos nas imediações do Jockey Club.
O presidente da Fundação Julita, Lucien Belmonte, garantiu que não houve favorecimento no acesso dos presentes ao bazar. Segundo ele, o problema foi que houve dois focos de concentração de pessoas em fila, um dentro e um no portão de fora do Jockey.
"O que dá certeza é que havia uma porta dentro e não teve ninguém que era primo ou irmão de alguém que teve acesso. A Fundação Julita também nega ter havido favorecimento a sócios do Jockey. Quando a gente viu tinha uma fila aqui e uma fila lá na rua", disse Belmonte.
O presidente da fundação garantiu que ainda haverá alguns itens para a venda nos próximos dias. Já o leilão dos bens do traficante colombiano será limitado aos convidados. "São bens de altíssimo valor, não são populares", afirmou.
Cartões
A organização do bazar beneficente que vende bens de Abadia aceita todos os cartões de crédito para as vendas. Segundo um dos funcionários que trabalham nos caixas, compradores tem de escolher os itens que desejam, passar no caixa, pagar e retirar um comprovante para levar o item. Ainda de acordo com a organização, os objetos pessoais de Abadia são divididos em itens como móveis, cama e mesa, eletrodomésticos e roupas.
O voluntário Ricardo Rocha afirma que, entre os itens à disposição na adega, estão algumas caixas de vinhos do banqueiro Edmar Cid Ferreira, do Banco Santos. Cada caixa, avaliada em R$ 800, sai por R$ 200. Dentre as bebidas da adega, há vinhos do porto em garrafas de cristal.
As entidades assistenciais organizadoras e colaboradoras do evento são: Fundação Julita; Instituição Beneficente Israelita "Ten Yad"; Asilo São Vicente de Paulo; Casa do Cristo Redentor; Fraternidade Irmã Clara e Projeto de Incentivo à Vida.
